Mensagem que recebi de um homossexual quando me coloquei a favor da Igreja

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Recebi uma mensagem “inbox” no Facebook no mínimo descabida e intolerante de um homossexual que ficou profundamente consternado com a posição da Igreja Católica que eu repliquei sobre a prática homossexual e sobre a legalização do casamento de homossexuais. A opinião declarada no meu post é da Igreja, portanto é minha também, pois eu sigo essa Igreja que tem 2 mil anos de história e que nunca errou em termos de fé e moral.

Para ficar claro, é importante dizer que a Igreja ama e acolhe os homossexuais; o que Ela não aprova é a prática homossexual, bem como não aprova a legalização do casamento de pessoas do mesmo sexo.

Eu, como filho dessa Igreja, como um seguidor das palavras do Santo Papa, acolho e reitero o que Ela sabiamente diz.

Essa pessoa, que disse ser um ex-religioso da Igreja Católica, me escreveu dizendo que o meu post “promove a dor e tristeza em muitas pessoas”. Ele escreveu ainda: “Espero que um dia vc entenda que a homossexualidade não é um pecado”.

Ora, como não é um pecado? A prática da homossexualidade é um pecado. Veja o que diz Bíblia:

“As suas mulheres mudaram as relações naturais em relação contra a natureza. Os homens deixaram o uso natural da mulher, ardendo-se em desejo uns para com os outros, cometendo homem com homem a torpeza, e recebendo em seus corpos a paga devida ao seu desvario. (…) Deus entregou-os aos sentimentos depravados, e daí o seu procedimento indigno” (Rm 1,26-28).

“Não te deitarás com um homem, como se fosse mulher: isso é abominação” (Lv 18, 22).

Ele escreve mais: “que seu discurso de ódio nunca fez nenhum sentido”.

Ódio? Que ódio?! Eu não disse que os homossexuais devem ser linchados em praça pública, apedrejados ou mortos; eu disse que devem ser amados e acolhidos como qualquer pessoa neste mundo.

Ele teve a infelicidade de fazer uma analogia da minha visão – que é a visão da Igreja – sobre a homossexualidade, com a visão sobre a escravidão, a inquisição, e as cruzadas, quando disse: nunca fez sentido “assim como a escravidão dos povos, nem a inquisição, nem as cruzadas, nem todas as atrocidades das religiões como a sua”.

Atrocidades? Naquilo que a Igreja errou, o Papa João Paulo II pediu perdão publicamente, mas muito do que se diz que a Igreja errou, é falta de informação histórica. É mera reprodução de ideologias que estão infiltradas nas universidades, para tentar macular erroneamente a história da Igreja Católica.

O que tem a ver a ideia de ser contra o casamento de homossexuais e a prática homossexual com a escravidão, as cruzadas e a inquisição? Nada a ver! A escravidão, só para citar esse exemplo, no caso me refiro à dos negros, foi uma prática descabida e desalmada, feita por um sistema opressor e desumano.

Eu sou livre para me posicionar contra qualquer tema. Não posso ser censurado por isso. Se o homossexual é livre para fazer paradas, passeatas, movimentos etc. a favor de suas causas, eu também sou livre para dizer que tais práticas são contrárias ao projeto de Deus.

Pensando assim, eu estaria disseminando o ódio, como esse homossexual escreveu? De forma alguma! Fui bem claro na minha live ao dizer: ame, acolha, trabalhe, conviva com os homossexuais, seja amigo, isso não tem o menor problema.

Uma coisa é a nossa opinião como cristão em relação à prática homossexual; outra coisa é ter uma convivência pacífica e harmônica com os homossexuais.

Se os homossexuais defendem suas ideologias, nós, como cristão-católicos, precisamos defender a nossa, ou seja, aquilo que pensa e prega a Igreja, sem “guerra santa”, sem guerra de qualquer ordem, mas cada parte com seu posicionamento, e ambas dividindo o mesmo espaço, se possível for, de forma pacífica e harmônica.

A intolerância não foi minha, pois quem retirou a “amizade” no Facebook foi ele.

Intolerante são aqueles que consideram “intolerantes” uma opinião contrária à deles.

Pode haver divergência e diversidade e ainda assim existir unidade em pontos comuns.

Não sou contra o homossexual, sou contra a prática.

O homossexual tem um chamado na Igreja: renunciar aos seus desejos, tomar a sua cruz e viver uma vida casta, ao modelo de Jesus Cristo!

THIAGO ZANETTI